Portugal

Visitar as Grutas da Moeda

As Grutas da Moeda localizam-se em S. Mamede, no concelho da Batalha (a apenas 2 km de Fátima). As grutas foram descobertas, em 1971, por dois caçadores que ali perseguiam uma raposa. Esta escondeu-se no interior das grutas e quando os caçadores entraram ali nem queriam acreditar no que os seus olhos viam. Várias galerias com formações calcárias. Foi assim que descobriram as Grutas da Moeda.

E porquê o nome “Grutas da Moeda”? Reza a lenda, que um homem abastado passeava num bosque, em torno de um algar. Foi interdito por um grupo de assaltantes que lhe tentaram tirar a bolsa das moedas que trazia. No meio da confusão, o homem caiu para dentro do algar e as moedas espalharam-se, dando ao algar o nome pelo qual ainda hoje é conhecido – Algar da Moeda.

Uma nova lenda reza que a sorte premiará todos os que deitem uma moeda aos lagos. E porque não tentar?! 😀

Repleta de fantásticas formações calcárias, esta gruta é património natural de uma beleza rara.

Exterior das Grutas da Moeda

As Grutas da Moeda possuem um grande parque de estacionamento gratuito, para assim aproveitar ainda melhor a sua visita. Aqui, há também um espaço de venda com bastante variedade de minerais e fósseis oriundos de vários países, uma loja de produtos regionais, uma cafetaria e sanitários.

É ainda possível fazer um pique-nique, pois há um mini parque de merendas.

Centro de interpretação Científico-ambiental (CICA gm)

Para além da visita às grutas, pode também visitar o Centro de interpretação Científico-ambiental (CICA gm). Aqui pode descobrir como se forma uma gruta e como esta interage com a biodiversidade local, descobrir mais sobre a Geologia da região e do país e maravilhar-se com uma exposição de minerais e fósseis de Portugal e de outros países.

Interior das Grutas da Moeda

A formação de uma gruta depende do trabalho químico e mecânico das águas subterrâneas e propriedades físicas do terreno. Tudo resulta da acção de agentes químicos e físicos, pelo que se trata de um processo em constante evolução.

A extensão visitável da gruta é de 350 metros e a sua profundidade é de 45 metros abaixo da entrada. A temperatura ronda os 18º C, mantendo-se constante todo o ano. A gruta não tem qualquer tipo de iluminação natural. Para que nós possamos viver esta experiência são necessárias 2000 lâmpadas para nos conduzir.

Ao longo da gruta existem várias galerias naturais que foram baptizadas de acordo com as imagens que sugerem: Lago da Felicidade, Sala do Presépio, Algar d’Água, Pastor, Cascata, Cúpula Vermelha, Marítima, Capela Imperfeita, Abóbada Vermelha e Fonte das Lágrimas. Aqui, conseguimos ver formações calcárias que estão a ser feitas pela natureza pacientemente há milhares de anos.

Algumas partes do tecto estão repletas de estalactites pontiagudas, portanto não se esqueça de olhar para cima 😉 Estas são as mais frequentes, e a sua formação começa no tecto. Podemos também ver as estalagmites, que se formam no sentido oposto. A água que cai do tecto ao chegar ao solo começa a formar uma estalagmite. Milhares de anos depois, ambas podem unir-se, formando assim uma coluna. A natureza não é incrível?

Aqui a sua imaginação pode (e deve!) também entrar. É fascinante olharmos para as formações calcárias e associarmos a objectos, animais, legumes, etc. Ali, as formas ganham vida e as silhuetas levam-nos para um cenário que pode ser completamente diferente na cabeça dos outros. Um galo de Barcelos, uns bróculos, um jacaré… Vá onde a sua imaginação o deixar!

Uma das partes que mais me fascinou, foi quando a guia iluminou uma pedra com a sua lanterna. Parecia que estávamos diante de uma mina de diamante, tal era o brilho. Tudo o que ela apontava, brilhava. Pareciam verdadeiras pedras preciosas.

Visitar as Grutas da Moeda

É possível fazer uma visita às Grutas da Moeda, todos os dias, a partir das 9h, incluindo Domingos e Feriados. A hora de fecho, varia consoante a época do ano, pelo que aconselho a verificar o site oficial.

Pode adquirir bilhetes para visitar apenas as Grutas da Moeda, ou o Centro de Interpretação (CICA GM), ou então ambos. Consulte aqui os preços detalhados.

A gruta é percorrida através de visitas guiadas (cerca de 20 pessoas por grupo). O guia transmite-nos alguns conhecimentos de Geologia e entusiasma-nos com algumas curiosidades, durante cerca de 30 minutos!

Ao entrar, vai encontrar um grande letreiro que refere que é proibido sair do trajecto, tocar nas formações calcárias e filmar ou tirar fotos. E é aqui que soa o alarme na nossa cabeça. Como assim? Não posso fotografar esta beleza da natureza? Pois bem, este letreiro não está correcto, pelo que pode tirar as fotografias que quiser. Mais aliviados? Relativamente às outras proibições, mantêm-se. Principalmente a “não toque nas formações calcárias”. A nossa guia mostrou-nos uma formação destruída pela mão dos visitantes, literalmente. As pessoas passavam e tocavam-lhe, ficando assim destruída devido à “gordura” da nossa pele. Lamentável!

No final da experiência, somos convidados a provar uns licores exclusivos – o Abafadinho da Moeda e o Licoroso da Moeda. É tudo feito ali mesmo e é oferta da casa 😉

Eu adorei a visita às Grutas da Moeda, apesar de ser muito difícil fotografar com tão pouca luz. No entanto, as melhores recordações ficam gravadas na memória!

P.S. Mais uma vez relembro para não tocar nas formações, por mais tentador que possa ser. Ninguém quer ver destruído este “livro de história escrita na pedra, redigida a cada segundo e durante milhões de anos”, certo?

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