Hungria

Budapeste: Dicas úteis

Dicas úteis para viajar para Budapeste

Inicialmente, quando marquei a viagem não tinha grandes expectativas sobre esta cidade. Quando comecei a pesquisar “a fundo” é que realmente percebi o seu potencial. Mais ainda quando me apercebi que Budapeste se encontra tão perto de outras capitais. Assim, decidi alargar as férias e visitar, para além de Budapeste, Bratislava e Viena. Vou deixar aqui alguma dicas de Budapeste que vão ser muito úteis!

Devido à proximidade entre elas, não queria deixar escapar a oportunidade de fazer um “3 em 1”. E ainda bem que o fiz! A viagem contou com 3 dias em Budapeste, 2 dias em Viena e 1 em Bratislava. Cidades tão diferentes, mas cada uma com o seu encanto.

A capital da Hungria é dividida pelo Rio Danúbio (um dos maiores rios da Europa), que separa a cidade. De um lado Buda, e do outro Peste.
Buda situa-se nas colinas e é onde podemos ver o seu imponente castelo. Tem bonitas igrejas góticas e algumas construções medievais. Num ambiente mais tranquilo é a parte acolhedora da cidade.

Do outro lado está Peste, que é uma planície, e bem mais agitada. Desse lado situam-se os bares e restaurantes mais cool, universidades, e também onde encontramos a maioria dos alojamentos.

É conhecida como a cidade amarela, e sim, confirmo: a maioria dos edifícios são amarelos, o que a torna numa cidade tão peculiar.

É unânime: quem visita Budapeste volta apaixonado! Sem mais demoras, passemos às dicas úteis de Budapeste.

A cidade termal

Budapeste é conhecida como a “cidade termal”. Os banhos termais por lá são tão conhecidos que chegam a receber mais de um milhão de pessoas por ano.

A cidade possui mais de uma centena de fontes termais, abastecendo-a com mais de 70 milhões de litros de água por dia, que oscilam entre 20 a 80ºC.

Existem na cidade cerca de 30 termas para relaxar durante a viagem. Conheça aqui a minha experiência nas Termas Széchenyi.

Curiosidade: Estas termas são muito frequentadas pela população mais velha de Budapeste. Isto deve-se ao facto de a Segurança Social da Hungria subsidiar alguns tratamentos terapêuticos nas termas. Esta é a primeira dica de Budapeste: não pode mesmo deixar de visitar!

Alojamento

Como já disse em cima, a maioria dos alojamentos em Budapeste situa-se no lado de Peste. Nós ficámos alojados no Elvis Guesthouse. Era um quarto grande, com bom aquecimento e casa de banho privativa. O wi-fi funcionava lindamente e tínhamos ao nosso dispor uma cozinha equipada com frigorífico e microondas. Recomendo  vivamente o Elvis Guesthouse.
Só há um senão: se chegar após as 21.30h, o check-in é realizado noutro hotel, a cerca de 4 minutos a pé do alojamento.



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Como chegar

A maneira mais usual de chegar à Hungria é através de avião. Mas o aeroporto situa-se a cerca de 18km do centro de Budapeste. Como tal, existem várias opções de se deslocar. Pode ver aqui detalhadamente como chegar ao centro da cidade desde o aeroporto (ou vice-versa).

Transportes públicos

O nosso alojamento situava-se a cerca de 5 minutos a pé do metro, pelo que foi esse o nosso meio de transporte preferencial. Decidimos comprar o bilhete de metro para 3 dias (72 horas), que custa 4150 Ft. Assim saíamos e entrávamos no metro quando queríamos, sem preocupações de validar os bilhetes.

Atenção: é necessário validar SEMPRE os bilhetes dos transportes públicos. Os revisores estão sempre à entrada das plataformas do metro a tentar “caçar” quem entra sem bilhete, e podem multar.

Quem tem os bilhetes simples de metro (350 Ft), deve validá-los nas respectivas máquinas antes de entrar na plataforma. E ainda assim, mostrar ao revisor que o bilhete ficou picado. O bilhete dos 3 dias que comprámos não cabia nas máquinas, pelo que andávamos sempre com eles e mostrávamos aos revisores que realmente estavam na validade.
O metro é um pouco antigo, mas é uma maneira bem fácil de se deslocar.

Não sei se foi porque na altura em que fui estava muito frio, mas em todos os metros vi muitos sem-abrigos e pedintes. É realmente um murro no estômago tamanha pobreza.

Veja aqui o roteiro completo de Budapeste
Moeda

Na Hungria a moeda oficial não é o Euro, mas sim o Forint. Antes de ir, no Aeroporto de Lisboa, troquei algum dinheiro (pouco) para se acontecesse algo já ir prevenida. Não troquei mais pois as taxas no aeroporto são altíssimas. Portanto a minha recomendação é que evite trocar a moeda em aeroportos ou estações de metro.

No centro de Budapeste existe uma grande oferta de casas de câmbio para trocar a moeda. É só escolher 😉 Os cartões de crédito como VISA e Mastercard são aceites e as máquinas multibanco também são fáceis de encontrar. Nós optámos por ir trocando aos poucos, para não andar com tanto dinheiro na carteira, e não haver necessidade de gastar mais do que aquilo que era preciso. Ah, use e abuse do Revolut. Quer mais umas dicas úteis de Budapeste? Continue a ler até ao fim 🙂

Idioma

A língua oficial em Budapeste é o húngaro, mas a grande parte dos locais que tem contacto com os turistas fala bem inglês.

Chico Buarque diz que o húngaro “é o único idioma que o Diabo respeita”. O Húngaro (ou magyar, como é designado lá) não tem nenhuma semelhança com o português. Chega até a ser desafiante tentar ler as placas de sinalização, ou simplesmente contar o número de acentos que uma palavra pode conter.

Duração da viagem

Nós ficámos 3 dias inteiros em Budapeste. Achei suficiente e consegui apreciar tudo e visitar os principais pontos de interesse, sem andar a correr.
Existe uma diversidade grande de locais a visitar: museus, igrejas, castelos, parques, termas, avenidas, entre outros.

Se for “rato de museu”, pode acrescentar mais um dia. Há vários museus na cidade, que claro, demoram um pouco mais de tempo a visitar.

A cidade é grande e não vale a pena andar a correr nesta capital tão cativante.

O problema dos WC

E porque nem tudo são rosas, um dos meus maiores problemas foram as casas de banho públicas. Todas são pagas, até no Mc Donald’s. Os WC na rua eram todos pagos, não encontrei nenhum de borla. Mas pior que isto, e para meu espanto, alguns restaurantes cobravam entrada na casa de banho, mesmo que tivesse lá comido. Por exemplo, no Mc Donald’s, algumas têm uma cancela que impede de entrar se não colocar moeda. Mesmo que tenha consumido lá.
Uma outra opção que vi, é que no talão do pagamento está especificado o “bath code”, que deve inserir no painel à entrada do WC. Cheguei até a ver senhoras a cobrar à entrada se não tivesse o talão consigo a demonstrar que consumiu ali.

Acho que gastei mais dinheiro em casas de banho que em comida 😛

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Gastronomia

E porque viajar não é só conhecer, mas também comer, deixamos algumas dicas da comida de Budapeste!

A gastronomia húngara é uma parte fundamental do país, com pratos bem tradicionais. Há gostos para todos os paladares, mas a maior estrela é sem dúvida alguma a paprica. A Hungria é o maior produtor e consumidor de paprica do Mundo. A paprica (muito conhecida em Portugal como pimentão-doce ou colorau) é uma especiaria feita de pimentão, presente em praticamente todas as especialidades do país.

Este tempero tem duas versões, a doce e a picante, e é um dos souveniers mais comprados para quem quer trazer uma lembrança do país. No Mercado Central, inclusive, encontramos várias banquinhas a vender pacotes de paprica para levar como recordação.

Um dos pratos mais típicos do país é o Goulash Soup (Gulyás em húngaro). Não é nada mais nada menos que um ensopado feito com carne, cenoura, batata, cebola e paprica (claro). Diria que 99,99% dos restaurantes têm goulash na ementa.

Eu provei o Goulash Soup num restaurante no Castelo de Buda. Estava muito quente e qb de picante. Era servida com uma fatia de pão para colocar no molho, e custou apenas 900 Ft. Num dia frio como aquele, o goulash soube-me pela vida 😛

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Também no Castelo de Buda provei Hot Wine. Confesso que não gostei. Mais parecia sangria quente. Mas pronto, gostos não se discutem!

Um outro prato típico é o Lángos. Trata-se de um pão achatado frito, com a cobertura do que praticamente quiser. A versão mais tradicional é a cobertura com queijo ralado e sour cream. Mas pode encontrar com presunto, legumes, frango, azeitonas, cogumelos, etc. Existe até a versão doce, com cobertura, por exemplo, de Nutella, canela, caramelo, mel, etc.

O local mais comum para se comer Lángos é no Mercado Central. É servido numa caixa de papel (sim, não é em pratos) e talheres de plástico. Come sem qualquer conforto (eu comi de pé) e sem medo de se sujar. Ah, peça guardanapos, vai precisar.

Veja aqui o roteiro completo de Budapeste

Passando à parte dos doces (nhamnham), não pode deixar de provar o Kürtőskalács. O nome é super difícil de pronunciar, mas a comida em si é simples. É uma massa enrolada em forma de cilindro, oca por dentro, em que cada um escolhe a cobertura. Eu provei pela primeira vez em Szent István krt. numa barraquinha de rua. Foi feito na hora, pelo que estava bem quentinho. Escolhi o mais pequeno, com cobertura de chocolate. Custou 300 Ft (menos de 1€) e estava maravilhoso. De comer e chorar por mais.

Gostei tanto que quis experimentar novamente. Desta vez provei num metro. Horrível. Estava frio, bem mais caro, e quase sem cobertura. Uma desilusão 🙁

Um outro doce muito conhecido no país é o Túró Rudi. É um chocolate com vários sabores. Pode encontrar em qualquer supermercado, na parte dos frescos, pois deve comer-se frio. É difícil explicar o sabor, mas eu não gostei. E olhem que eu adoro chocolate. Pareceu-me tão artificial. Já comi bem melhores de marcas não tão conhecidas.

Espero que estas dicas de Budapeste ajudem, e possam tornar a sua viagem mais tranquila! Se tiver mais dicas de Budapeste deixe nos comentários 🙂

6 thoughts on “Budapeste: Dicas úteis”

  1. Olá Lara, estou a pensar em fazer escala em Budapeste e vou ficar 1 dia aproximadamente. Pode-me dizer o que, na sua opinião, é imperdível para esse dia? Compensa marcar hotel com pequeno almoço ou facilmente se come na rua de forma económica?
    Obrigada pelas restantes dicas. Foi muito esclarecedora.

    1. Boa tarde

      Obrigada pela carinhosa mensagem 🙂 Budapeste é uma cidade incrível, pelo que um dia acho pouco. Ainda assim, se é o tempo que tem é melhor rentabilizá-lo 🙂 Os locais que mais gostei foram o Parlamento Húngaro, Shoes on the Danube Bank, as Termas Széchenyi e o Bastião dos Pescadores. Qualquer coisa, é só dizer. Um beijinho e boa viagem 😉

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