Em Viagem

Viajar a dois: um verdadeiro desafio

10 dicas para viajar a dois

Ainda este projecto não tinha nascido, já sabíamos que queríamos cruzar o Mundo de mãos dadas. E até à data tem corrido bem. Tudo isto pode parecer muito lindo e fofi-fofi, mas viajar a dois não é tão simples como parece.

Viajar a dois é um grande desafio para qualquer relação. Há dias que as coisas correm muito bem e há dias que são um verdadeiro desastre.
Há que saber lidar com todos esses dias e estar em constante adaptação. Estar junto 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana com a mesma pessoa é mais difícil do que se imagina. Ainda para mais quando estamos fora da nossa zona de conforto e temos de reagir a situações imprevisíveis.

Ficam então aqui algumas dicas para superar este grande desafio que é viajar a dois.

Conhecer bem a outra pessoa

De facto, conhecer bem a pessoa com quem viajamos é meio caminho andado para que as coisas se tornem mais fáceis. Seja em casal ou com amigos. Todas as pessoas são diferentes e cada uma tem o seu feitio. Há que saber lidar com ele e adaptarmos-nos! As viagens colocam-nos constantemente à prova, e se já conhecermos de antemão o nosso parceiro de viagem sabemos (mais ou menos) o que esperar. Costuma dizer-se: se queres conhecer bem uma pessoa, viaja com ela!

Gostos semelhantes

No meio de tantas pessoas no Mundo, conhecer alguém que tenha gostos e uma forma de estar na vida semelhantes aos nossos é de louvar! Facilita imenso a relação não só nas viagens, mas na vida em geral!
Em viagem há imensas coisas interessantes para ver e é importante que ambos estejam em sintonia. Deve-se tentar sempre agradar a ambos para que a viagem corra com sucesso.
Não posso dizer que foram as viagens que solidificaram a nossa relação, pois já namorávamos há muito tempo antes da primeira viagem juntos. Mas foi através da mesma que nos ficámos a conhecer ainda melhor e descobrimos que queríamos coisas semelhantes na vida. Foi na nossa primeira viagem juntos, a Paris, que descobri que o João não consegue começar o dia sem o seu café, por exemplo!

Destino e altura certa

O destino da viagem é um assunto que deve ser sempre bem discutido pelos dois. Não deve embarcar numa viagem só para agradar ao outro. O local para onde viajam tem de ir ao encontro dos gostos dos dois e assim usufruir ao máximo da viagem.
Tal como o destino deve ser bem pensado, também devemos escolher a altura certa. Isto é, não devemos NUNCA viajar com alguém se os problemas não estiverem todos resolvidos. Em viagem podem acontecer inúmeras adversidades e das duas uma: ou corre muito bem e acabam por fazer as pazes ou as discussões podem ficar mais intensas e o “problemazinho” tornar-se num “problemazão”.

Planear a viagem a dois

Dividir o planeamento da viagem ajuda muito a evitar alguns dissabores. Com as coisas bem planeadas anteriormente pode evitar muitas discussões do género: “Não deverias ter escolhido este hotel”, “Este museu é uma seca”, e por aí adiante.
Para mim ainda é difícil aceitar partir à descoberta sem antes haver um “trabalho de casa”. É mais fácil dividir as tarefas e assim não sobrecarregar apenas um. E é tão divertido planear a viagem a dois 🙂

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Falar abertamente com a pessoa e na hora certa

Não só em viagem, mas na vida em geral gosto que falem abertamente comigo. Se algo está errado ou menos bem, o assunto deve ser falado e na hora. Acredito que muitos problemas podem ser evitados se houver abertura suficiente para um “Estavas certo”, “Não devias ter agido assim” ou um “Peço desculpa”. Não há nada pior (na minha opinião) que nos deitarmos chateados com a pessoa que está ao nosso lado. Os problemas no dia seguinte tendem a ser maiores e mais graves que no dia anterior. Devemos sempre tentar ser transparentes com a pessoa e resolver o problema na hora.

Ser flexível

Apesar da viagem ter sido planeada por ambos, quando estamos no terreno propriamente dito, muita coisa pode alterar. Há momentos em que haverá alguma coisa que não nos apeteça fazer, ou chegamos ao momento e afinal até queremos ir pela esquerda ao invés de ir pela direita, ou simplesmente queremos fazer outra coisa qualquer. Viajar a dois é isso mesmo. Discutir todas as opções e chegar a um consenso. Se esse consenso não existir, alguém tem de ceder. Não pode ser sempre o mesmo a ceder, senão há discussão na certa. Há que equilibrar os pratos da balança.

Respeite o outro e evite discussões

Viajar a dois deveria andar sempre de mãos dadas com respeito. Respeitar o outro é um ponto fundamental para que a viagem corra na perfeição. Fobias, paranoias, todos temos. Ainda assim, há que ter sensibilidade e respeitar os limites do outro.
Eu, por exemplo, tenho muito medo de alturas. E sei que já houve algumas situações que esta minha fobia impediu de fazermos algo TOP em certos destinos. Mas até hoje o João sempre me respeitou e arranjámos sempre solução.
Diria que é impossível viajar com alguém sem discussões, mais ou menos graves. Faz parte da experiência de viajar a dois, é normal! No entanto, não adianta exaltar-se e entregar-se ao nervosismo. Lembre-se: tudo tem solução. Respire fundo, conte até dez e o problema acaba por se resolver. Nada melhor que unir forças para ultrapassar uma situação mais intensa.

Se necessário, encontrar um cantinho para ficar sozinho/a

Como já referi em cima, estar com a mesma pessoa 24 sobre 24 horas não é fácil. Isso não significa que gostamos mais ou menos da pessoa. Nada disso! Só que há certos momentos que precisam de ser só nossos. Não falo necessariamente de estarem separados uma tarde ou um dia todo. Por vezes, focarmo-nos em coisas diferentes é suficiente.

Ser tolerante e ter paciência

Quando a viagem corre menos bem só nos apetece gritar e discutir. Muitas vezes acabamos por elevar a voz e descarregar as frustrações do dia. E normalmente leva por tabela quem está mais próximo de nós. Leia-se portanto, o nosso companheiro de viagem. Devemos então gerir as emoções calmamente e ser tolerantes. Hoje não correu tão bem, mas amanhã será um dia melhor. Entregarmo-nos ao positivismo é uma excelente forma de encarar a viagem.
Quando as coisas correm mal, correm mal para ambos. Não adianta culpabilizar ninguém. Relembro, por exemplo, a nossa viagem a Budapeste. Estava um frio horrível e tanto nos queixámos que demos por nós a discutir por coisas completamente insignificantes. Ele tinha frio, tal como eu tinha! Discutir não ia resolver nada.

Divirta-se

Por mais que as coisas possam não correr tão bem como planeadas, divirta-se e usufrua ao máximo da viagem. Descontraia e se ajudar, goze com a situação. Rir de nós mesmos pode ajudar quando estamos em situações de limite. Afinal, são estas histórias que um dia iremos contar aos netos.

Viajar a dois é conhecer o melhor e o pior do outro. Todos somos diferentes daquilo que aparentamos ser. Nos momentos mais complicados acabamos por ter reacções que nunca achámos que teríamos e agimos por impulso. Devemos sempre ser tolerantes com o outro e respeitá-lo acima de tudo.

Mesmo que as viagens nos coloquem constantemente à prova, há que saber contornar a situação e tentar aproveitá-la da melhor forma. E há lá forma melhor que unir forças e desbravar o Mundo a dois?! 😀

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