Marrocos

Roteiro: 3º dia em Marrakech

O 3º dia em Marrakech (e último) avizinhava-se ser longo, daí ter começado bem cedo! A primeira paragem do roteiro foi o Museu de Marrakech, um dos pontos obrigatórios da cidade.

O Museu de Marrakech, que data do século XIX, fora em tempos o palácio onde morou Mehdi Mnebhi, o antigo ministro da defesa do sultão Moulay Abdelaziz. Posteriormente foi restaurado e reabilitado por Omar Benjelloun, um grande coleccionador marroquino, abrigando assim o actual museu.

Este museu contém armas, peças de vestuário, bijutaria, cerâmica, tapetes e outros objectos tradicionais de Marrocos. Mas não foi isso que me surpreendeu mais, nem à maioria dos visitantes. O que deixa qualquer um boquiaberto é o impressionante prédio no qual ele está instalado.

Apesar do espaço ter sido adaptado, as salas ainda mantêm as características originais incluindo as famosas fontes de água.

O salão principal é a parte mais bonita do Museu! Apresenta um imponente lustre, o chão tem vários detalhes, as colunas são coloridas e as fontes de água dão um charme único ao local.

O Museu de Marrakech está aberto todos os dias das 9h às 18h, e a entrada tem um custo de 50 Dh.


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Seguimos o roteiro e fomos visitar a Qoubba Almorávida, que se situa mesmo em frente ao Museu de Marrakech. Inicialmente pensava que não dava para visitar, pois os portões de acesso estavam todos fechados.  Ainda assim perguntei a um dos senhores que estava situado ali próximo e logo prontificou-se a ser o nosso “guia”. Acho que estava encerrada para obras, mas em Marrocos pode-se tudo mediante pagamento 🤣 E assim foi: pagámos 20 Dh por pessoa para entrar. O senhor, apesar de não falar inglês, deu-nos a conhecer o local.

Este raro edifício Almorávida do século XII foi mandado construir pelo sultão Ali Ben Youssef, em 1064. É uma construção adjacente à mesquita, onde se encontrava o tanque para a purificação dos fiéis antes das orações. Assim sendo, eles banhavam-se ali antes de entrar na mesquita.

Como possui várias fontes de água no seu interior, durante séculos, este espaço assegurava o abastecimento de água à população. É possível ainda hoje ver a cisterna.

O tanque apresenta uma cúpula soberba! O interior do topo da cúpula é feito em pedra esculpida, um exemplar único da belíssima arquitectura árabe.

Ali ao lado, situa-se a Madraça e Mesquita Ben Youssef. Esta foi em tempos a maior escola islâmica do norte de África. Infelizmente está fechada para obras e só reabre em 2020. Um bom pretexto para voltar a Marrocos 😉

Misturei-me novamente nos cheiros e cores dos souks. Mais umas comprinhas feitas e fui tomar algo a uma dos cafés mais icónicos de Marrakech, o Le Jardin Cafe. Inicialmente era para almoçar lá, mas achei os preços muito altos. Fiquei-me pelo chá 🙂 Ainda assim, o espaço é muito bonito e super acolhedor.

Energias repostas segui até ao Jardim Majorelle. Ainda é uma boa caminhada (cerca de meia hora) mas faz-se bem.

O Jardim Majorelle é um jardim botânico onde se respira paz e tranquilidade. É o local ideal para fugir ao caos da cidade. Tem imensas espécies de plantas e árvores, onde o verde destas contrasta com o azulão das paredes. Todo o jardim parece um quadro. Leia aqui o post detalhado sobre a visita ao Jardim Majorelle.

Nada melhor que acabar o 3º dia em Marrakech (e último) no terraço do Le Grand Balcon Cafe Glacier, que tem uma vista privilegiada sobre a Praça Jemaa el-Fna. O sol estava a pôr-se e ver todo o frenesim das bancas a serem montadas e os artistas a preparem a sua performance da noite, foi uma experiência incrível.

Deitámo-nos cedinho, pois nos dias seguintes íamos fazer um tour que nos levou a conhecer um pouco mais do país, incluindo dormir uma noite no Deserto do Sahara.

Resumo do dia:

  • Museu de Marrakech
  • Qoubba Almorávida
  • Madraça e Mesquita Ben Youssef
  • Le Jardin Cafe
  • Jardim Majorelle
  • Praça Jemaa el-Fna
Consulte aqui o roteiro completo do e 2º dia em Marrakech 🙂

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