Hungria

Roteiro: 3º dia em Budapeste

Roteiro: o que visitar no 3º dia em Budapeste

O 3º dia em Budapeste (e último) começou cedo para aproveitar ainda mais esta magnífica cidade.

Saímos então do Elvis Guesthouse em direcção ao Bairro Judeu. Por conseguinte, apanhámos a linha vermelha do metro até Astoria. Apesar do que íamos visitar se situar bem perto do metro, seguimos na direcção errada, o que não foi assim tão mau. Acabámos por conseguir passear nas ruelas do bairro, que não estava nos planos.

De qualquer forma, recomendo a quem tiver um tempinho a perder-se nestas ruas. São bem diferentes e é aqui que se localizam os “bares-ruínas”. São bares em prédios a “cair aos bocados” e com ar decadente. O mais famoso e antigo é o Szimpla.

Algum tempo depois encontrámos então a Grande Sinagoga de Budapeste, que era inicialmente a intenção.

Por fora é um edifício que chama a atenção pela suas duas torres, já o seu interior não fica atrás. Eu achei a arquitectura muito bonita. Pode consultar aqui a minha experiência e várias informações úteis acerca da Sinagoga.

Após a visita à Sinagoga e de conseguirmos perceber um pouco mais sobre a história e as atrocidades que ali se viveram, dirigimo-nos à Estátua de Carl Lutz. A estátua localiza-se perto da Sinagoga e representa um cônsul suíço que ajudou os judeus a fugir na Segunda Guerra Mundial com passaportes falsos e cartas de protecção. A cortina em queda representa o fluxo da ajuda dada. É caso para dizer “Quem salva uma vida é considerado como se tivesse salvado um mundo inteiro” (Talmud). Actualmente a parede atrás está pintada e vandalizada, o que tira um pouco a beleza da estátua.

Espreite aqui o roteiro do  e 2º dia em Budapeste

O 3º dia em Budapeste já ia a meio e então, fomos de metro até ao Central Market Hall (Nagy Vásárcsarnok) para almoçar. Este é o maior da cidade e situa-se a 5 minutos do centro, daí ser chamado de “central”.

Pode ser visitado de terça a sexta, das 6:00 às 18:00h; segunda, das 6:00 às 17:00h; sábados, das 6:00 às 15:00h e aos domingos está encerrado.

Logo na parte exterior, para além do seu tamanho, salta à vista o seu telhado com azulejos coloridos. Muito bonito!

Como a barriga já estava a dar horas, dirigimo-nos logo ao piso de cima para almoçar e depois então iríamos explorar um pouco mais o mercado.

No dia em que fomos estava imensa gente e uma confusão enorme. Optámos por comer Lángos, uma comida típica de lá. Veja aqui algumas dicas de Budapeste, onde inclui também a gastronomia.

A fila estava enorme e com muitos empurrões à mistura lá conseguimos fazer o pedido. A comida é servida em caixas de cartão e talheres de plástico. Peça também guardanapos, vai precisar!

O próximo desafio era então encontrar mesa, que é praticamente impossível. As mesas são escassas, já para não falar de bancos. Ali, as mesas são compartilhadas, onde qualquer espacinho serve para pousar o prato e comer. Nós comemos em pé a levar encontrões de todos os lados.

Para piorar a situação, uma coisa que me tira completamente do sério é as pessoas guardarem lugares nas mesas quando ainda nem estão servidas. Foi o que nos aconteceu!

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Mesmo à nossa frente da mesa estava uma senhora, sentada com o seu casaco ao lado, nitidamente à espera que o seu marido chegasse com a comida. E eu a bufar por todos os lados, como quem diz “quem deveria estar aí sentada era alguém que como eu já tem o seu almoço”. A senhora apercebeu-se mas pouco se importou. Via-nos a levar encontrões a cada garfada, mas fez como se não fosse nada com ela.
Posso garantir que faltavam-me três ou quatro pedaços para terminar, quando o marido chegou finalmente com os seus almoços. E eu que poderia ter comido descansadinha, sentada no lugar que ela guardava religiosamente. Falta de noção!

Tirando estes percalços todos, o Lángos estava muito bom e eu queria era sair daquela zona o mais rapidamente possível.

Veja aqui como ir do aeroporto de Budapeste para o centro

Fomos então dar uma volta e conhecer um pouco mais do Mercado. Apresenta três pisos: os piso de baixo destinados à venda de carne, legumes, especiarias, queijos, etc. e a parte de cima destinada à zona de restauração e lojas de souveniers. Existem várias bancas, super bem organizadas, que até dá medo de mexer para não desarrumar. Foi aí que comprámos as lembranças para a família.

Budapeste: dicas úteis

Seguindo o nosso roteiro, atravessámos a Ponte da Liberdade (Szabadság híd), para o lado Buda. A ponte apresenta uma grande estrutura de ferro em tom verde. O alto das suas torres possuem uma estátua de bronze de Turul, uma espécie de pássaro muito importante na mitologia Húngara. O Turul tornou-se um símbolo de poder, força e nobreza, e actualmente ainda é usado como símbolo nos casacos do Exército Húngaro.

Íamos para visitar a Igreja na Pedra, mas como a entrada era paga não nos apeteceu muito gastar dinheiro.



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Pulámos então essa parte e começámos a subir até à Citadella, que fica no topo da Colina Gallért. Visto ser uma grande subida e bem acentuada, não é recomendável a pessoas com dificuldade de locomoção ou problemas de saúde.

Existem vários trilhos até ao topo. Nós passámos por um em que no meio da encosta havia um parque infantil muito engraçado. No entanto, a maioria das pessoas ali presentes eram adultos a divertirem-se 😛

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Continuando então a subida (já quase sem folgo) chegámos finalmente à Citadella. É o ponto mais alto de Budapeste e a vista é deslumbrante lá do cimo. Melhor ainda se apanhar bom tempo, o que não aconteceu comigo ☹

A Citadella é uma fortaleza que fora construída pelos Habsburgos como edifício de vigilância. Eu visitei apenas a parte exterior, no entanto, pode visitar um bunker russo que fica no seu interior. Actualmente é um museu que apresenta várias fotos e bonecos de cera que relatam a história da cidade e das atrocidades cometidas para com o povo húngaro.

Nesta zona podemos encontrar a Estátua da Liberdade (Szobor Szabadság). Consiste numa figura feminina a segurar uma folha de palmeira nas mãos. A estátua vê-se em qualquer ponto da cidade e oficialmente representa a liberdade do povo húngaro. No entanto, inicialmente, fora erguida para celebrar as tropas soviéticas que libertaram a Hungria da ditadura soviética.

Aqui existem também algumas barraquinhas de comida e souveniers/artesanato.

Como o tempo não estava a ajudar a ter uma vista magnífica da cidade, decidimos descer a colina. Existem vários trilhos, mas é muito fácil chegar ao sopé.

Atravessámos a Ponte Elisabeth, voltando assim ao lado Peste da cidade. A ponte tem o nome da Rainha Elisabeth, que foi uma imperatriz do império Austro-Húngaro até ser assassinada.
Como já estava a escurecer, demos uma voltinha novamente pelas ruas de Budapeste, em jeito de despedida. ☹

Terminara assim o 3º dia em Budapeste. Um misto de sensações apoderava-se de nós: já com a nostalgia desta cidade incrível, mas também com a ânsia de conhecer novas culturas, já que no dia seguinte rumávamos até à capital da Áustria.

Resumo do 3º dia em Budapeste:

  • Bairro Judeu
  • Sinagoga
  • Estátua de Carl Lutz
  • Central Market Hall
  • Citadella
Espreite aqui o roteiro do  e 2º dia em Budapeste 😉

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