Marrocos

Roteiro: 2º dia em Marrakech

O 2º dia em Marrakech começou cedinho. Não dormi muito porque acordei com a chamada para a oração da manhã. Ouve-se em qualquer ponto da cidade!

Uma vez acordados, tomámos o pequeno-almoço (maravilhoso por sinal) no Riad e aí fomos nós.

A primeira paragem foi numa das portas que rompem as muralhas da Medina, a Bab Agnaou. Esta porta dava acesso ao Palácio Real e à zona envolvente. É uma porta muito bonita, apesar de degradada. Nos dias de hoje ainda mantém a sua arquitectura original que transmite força e grandeza, com formas quadradas e circulares.

Atravessando a Bab Agnaou para o outro lado encontramos uma das mais famosas ervanárias de Marrakech, a Herboristerie Bab Agnaou. Aqui pode encontrar o famoso óleo de argan, muito popular tanto para uso na cozinha como para servir de produto estético.

Alguns metros à frente, entrando na Medina, encontramos a Mesquita do Kasbah. A mesquita foi construída em 1190 e posteriormente restaurada na dinastia saadiana. Os azulejos verdes que decoram o seu minarete são ainda da construção original.

Também nesta mesquita é proibida a entrada a não muçulmanos, pelo que temos de nos contentar a apreciá-la apenas do lado de fora.

Continuando o passeio, chegamos aos Túmulos Saadianos, localizados perto da mesquita. Este é um dos locais mais visitados em Marrakech.

Tratam-se de um mausoléu colectivo onde se encontram cerca de 60 membros da dinastia saadiana. Os túmulos datam dos finais do século XVI e ficam dentro de um jardim privado.

Os túmulos dispõem-se em três salas. A primeira sala é destinada à oração e contém também alguns túmulos. A segunda sala, chamada de “sala das doze colunas”, contém o túmulo do sultão Ahmed El Mansour e respectiva família.

Esta é a sala mais bonita! A magnífica construção é adornada com mármore italiano e tectos de cedro. O interior das tumbas é minuciosamente trabalhado e com imensos detalhes. No entanto, não é possível ficar muito tempo a observar os túmulos uma vez que há sempre um polícia a controlar a fila (grande por sinal).

A sala principal, situada mesmo no centro do jardim, é uma estrutura alta de azulejos em tons de verde e três grandes portas de madeira. Também no seu interior se encontram vários túmulos cobertos a azulejo.

Nos jardins, estão ainda sepultados os túmulos de soldados e servos da família, feitos em mármore de Carrara, propositadamente para contrastar com a cor dos jardins.

É possível visitar os túmulos saadianos, todos os dias, das 9h às 17h. O preço é diferente para cidadãos marroquinos e para turistas, sendo cobrado 10 Dh e 70 Dh, respectivamente. Penso que estes preços são recentes, ainda assim, consulte o site oficial.


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Daqui rumámos até ao Palácio El Badi. Este foi possivelmente o local mais difícil de encontrar. O GPS mandáva-nos sempre para becos sem saída, ou para antigas entradas que já não estão disponíveis. Foi uma hora até encontrar a entrada. 🤣

O Palácio El Badi foi construído no final do século XVI pelo sultão Ahmed al-Mansour para comemorar a derrota dos portugueses em Wed al Makhazín (a Batalha dos Três Reis).
Actualmente, encontra-se em ruínas, depois de ter sido demolido pelo sultão Moulay Ismail. No entanto, ainda conseguimos ver uma boa parte do que restou e perceber pela sua grandiosidade porque era apelidado de  “O Incomparável”.
Segundo dizem, o palácio contava com mais de 300 quartos decorados com os melhores materiais da época: ouro, turquesas e cristal. E de facto, pelo tamanho da área dá para perceber o esplendor do palácio.

O pátio central do Palácio El Badi, apesar de estar em ruínas,  é enorme! Apresenta, o que fora em tempos, bonitos jardins e grandes piscinas. Em redor encontramos pouco mais do que resta de algumas paredes em pedra e também os calabouços do palácio.
Nalgumas zonas que estão mais conservadas ainda podemos ver vestígios de bonitos e coloridos azulejos. Não estivéssemos nós em Marrocos, claro!

Se fizer a visita ao Palácio não pode mesmo perder a subida à muralha para contemplar a vista soberba de Marrakech. Deixo até um desafio: contar as antenas de TV que estão nos terraços 🤣

O Palácio El Badi está aberto todos os dias, de Segunda-feira a Domingo, das 9h às 17h. Apesar de no site oficial dizer que o bilhete de entrada é de 20 Dh, isso não é verdade. Aqui há preços para marroquinos e para turistas também. Assim sendo, os turistas pagam de entrada 70 Dh. Consulte aqui o site oficial do Palácio El Badi.

A barriga já estava a dar horas, e decidimos almoçar na Place des Ferblantiers, que se situa ali perto. A praça está rodeada por restaurantes e lojas de artesanato, sendo que ao centro estão algumas palmeiras. É um local calmo e óptimo para recarregar energias!

Ali perto situa-se também o Mellah, o antigo bairro judeu, que é conhecido pelo souk das especiarias. Escusado será dizer que ali se vive uma verdadeira explosão de cheiros.

Depois de um gatinho querer a todo o custo partilhar o nosso almoço com ele, seguimos o nosso roteiro do 2º dia em Marrakech. A próxima paragem era um dos cartões postais da cidade: o Palais Bahia.
O Palais Bahia ou Palácio da Bahia foi construído no final do século XIX com o objectivo de ser o palácio mais impressionante de sempre! Foi construído por Abdelaziz Si Moussa e demorou cerca de 10 anos a ser finalizado. Possui  8 hectares de extensão e tem 150 quartos que se unem em diversos pátios e jardins.

Assim que entramos percebemos logo a majestosidade do que iremos encontrar. Um bonito jardim saúda-nos, com azulejos muito coloridos e apelativos, onde as colunas e tecto são minuciosamente trabalhados. Ao centro há uma bela fonte. Daqui vamos ter acesso a três salões ricamente decorados!

Cada sala visitada é maior e mais bonita que a anterior. São todas diferentes umas das outras, no entanto há algum em comum: os detalhes minuciosos. Os tectos então são qualquer coisa de surpreendente. Algumas das salas têm até espelhos gigantes!
Todos os salões estão vazios uma vez que quando o vizir morreu, as suas esposas e o próprio sultão, decidiram roubar todo o seu recheio. Uma pena!

Depois de passarmos por vários salões vamos dar finalmente ao ponto alto da visita, na minha opinião. Falo do pátio principal. Um pátio enorme, revestido a azulejo no chão, rodeado por dezenas de salas, também estas todas revestidas de azulejos azuis, brancos e amarelos. Tem ainda três bonitas fontes. Todo o conjunto fica espectacular!

Depois de visitarmos o pátio, chegamos ao final da visita com outro jardim com mais fontes, mais salas e mais ambientes. Eu recomendo vivamente a visita ao Palácio da Bahia. É uma lufada de ar fresco, comparativamente com a cidade caótica de Marrakech.

Pode visitar o Palais Bahia, todos os dias, de Segunda-feira a Domingo, das 9h às 17h. Tal como nas visitas dos monumentos que citei em cima, também aqui existe dois preços. A visita custa 10 Dh a cidadãos marroquinos e 70 Dh a turistas. Consulte aqui o site oficial.
Como o prometido é devido, daqui rumámos novamente à Mesquita de Koutobia e seus jardins, pois queria ver à luz do dia (apesar do dia cinzento que estava).

Acabámos a noite uma vez mais na Praça Jemaa el-Fna, onde jantámos ao som de pandeiretas e flautas, provenientes dos vários espectáculos que se realizam na praça.
O 2º dia em Marrakech chegara assim ao fim, mas ainda tínhamos mais um dia para palmilhar a cidade e descobrir novos recantos e encantos!

Resumo do dia:

  • Bab Agnaou
  • Mesquita do Kasbah
  • Túmulos Saadianos
  • Palácio El Badi
  • Place des Ferblantiers
  • Mellah
  • Palais Bahia
  • Mesquita de Koutobia
  • Praça Jemaa el-Fna
Consulte aqui o roteiro completo do e 3º dia em Marrakech 🙂

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