Hungria

Roteiro: 2º dia em Budapeste

Roteiro: o que visitar no 2º dia em Budapeste

O 2º dia em Budapeste avizinhava-se ser longo. O 1º dia fora destinado a conhecer o lado Peste da cidade, enquanto no 2º dia em Budapeste seria a vez de conhecer o lado Buda.

Saímos do Elvis Guesthouse e apanhámos a linha 2 do metro (vermelha) até Deák Ference Ter. Daí seguimos literalmente à caça às estátuas. Na marginal do Rio Danúbio podemos ver uma estátua super famosa, a Girl with her Dog Statue (rapariga com o seu cão). Assinada pelo artista Dávid Raffay, esta estátua fofa transmite a alegria da menina a brincar à bola com o seu cão.

A cidade preza bastante pelo bem estar dos seus animais. E a verdade é que não vi nenhum animal abandonado ou desnutrido.

Poucos metros à frente, encontramos outra estátua carismática. Sentada nas grades dos caminhos férreos, fica a Little Princess Statue (Estátua da Pequena Princesa), do artista László Marton.

Reza a lenda que existia uma princesa que nunca quis ser princesa, mas sim rei. Por conseguinte, vestia as roupas do seu irmão. Na realidade, a estátua mais parece um menino vestido de bobo da corte.

Segundo a tradição, traz sorte e realização pessoal a quem colocar as mãos no joelho da estátua. É de facto uma estátua amorosa que faz as delícias por quem ali passa.

Eu não disse em cima que era uma caça às estátuas?! Poucos metros à frente encontramos outra, a Estátua de Ignac Roskovics. Representa o artista húngaro a pintar numa tela a vista para Buda, do outro lado do rio, e para a Ponte das Correntes.

Daí seguimos então para um dos cartões-postais de Budapeste: a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchid).

Esta foi a primeira ponte de ligação entre as cidades de Buda e Peste, concluída em 1849.

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Até à construção da ponte, o Danúbio só podia ser atravessado de barco ou, durante o Inverno quando o lago congelava, caminhando sobre a água.

A ponte fora construída a mando do Conde István Széchenyi que não pôde estar presente no funeral do seu pai, pois o barco que fazia a travessia entre as duas cidades não estava a funcionar devido ao mau tempo. Foi então que decidiu construir uma ponte sobre o Rio Danúbio para ligar as duas cidades.

A ponte possui 375 metros de comprimento, grandes torres de suporte e estátuas de leões nas entradas. O arquitecto da ponte ficou tão chateado quando alguém disse “os leões não têm língua” que tentou suicidar-se. Há quem diga que as línguas estão lá, mas devido à posição que olhamos para as estátuas não é possível vê-las.

Há inclusive quem comente que saindo de Peste os leões apresentam-se com um ar mais sisudo e saindo de Buda (voltando para Peste, portanto) encontram-se mais amigáveis, como se agradecessem a visita.

Bem, histórias à parte, a verdade é que a ponte é super gira e cada detalhe deve ser contemplado!

Atravessada a ponte, virando as costas a Peste e já com o pézinho do lado de Buda, podemos encontrar o Kilometro Zero da cidade.

Daí, fomos visitar uma das maiores atracções de Budapeste, o Castelo de Buda (Budai Vár). O Castelo de Buda situa-se erguido sobre uma colina, tornando-se visível em vários pontos da cidade.

Para subir até ao castelo pode ir a pé ou de funicular (para os mais preguiçosos). O preço para subir de funicular é de 1200 Ft, sendo que se comprar o bilhete ida e volta fica mais barato. Mas a fila por norma é grande.

Espreite aqui o roteiro do  e 3º dia em Budapeste

Eu fui a pé, claro. Primeiro para poupar dinheiro e segundo para ir parando e usufruir da (bela) paisagem e tirar fotografias. É de facto uma subida não muito fácil, mas faz-se bem. E é um passeio muito bonito, principalmente pela vista.

O que chamamos de Castelo de Buda é na verdade o Palácio Real (Királyi-palota) e foi a casa de vários Reis da Hungria. Actualmente, abriga vários museus nomeadamente a Galeria Nacional Húngara, o Museu da História de Budapeste e o Palácio Sándor.

Começámos por explorar a área exterior, que é gratuita. Para além da incrível vista sobre a cidade (não sabemos se apreciamos a vista ou o palácio) podemos ver jardins, estátuas e esculturas.

No Terraço Savoia (onde temos uma das melhores vistas para Peste) está uma grande estátua em homenagem ao príncipe Eugenio de Savoia, um herói que combateu na guerra contra a Turquia.

Em frente ao Museu da História de Budapeste podemos encontrar o pátio dos Leões. Ali perto está também a famosa fonte em homenagem ao Rei Matias Corvino numa caçada.

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Nós optámos por visitar apenas a Galeria Nacional Húngara. E que erro foi. Decididamente não sou “rato de museu”.

A Galeria Nacional Húngara ocupa a maior parte das instalações do Palácio Real e guarda grande parte dos tesouros da cidade. A maioria das exposições são pinturas, mas podemos ver também algumas esculturas. A visita inclui ainda a subida à grande cúpula. Acho que essa foi a melhor parte 😛 Agora a sério, não achei nada de extraordinário, mas se gostar muito de pintura, a visita pode tornar-se interessante.

Budapeste: dicas úteis

A Galeria Nacional está aberta de terça a domingo, das 10h às 18h e a entrada custa 1800 Ft. De ressalvar que não pode entrar com casaco, malas e selfie sticks. É possível deixar todos os seus pertences, gratuitamente, numa sala ao lado da entrada.

Depois de todas estas visitas, começámos a ouvir música e as pessoas todas a deslocarem-se para lá. Como autênticos portugueses que somos, fomos ver também. Era meio-dia e estava a acontecer a troca de guardas em frente ao Palácio Sándor. O Palácio Sándor é a residência oficial do presidente húngaro. Eu li que a cada hora, de segunda a domingo há troca de guardas, mas não posso confirmar.

É super engraçado ver a forma como os guardas estão coordenados. Incrível, mesmo!

Já com a barriga a dar horas, optámos por provar a Goulash Soup (comida típica húngara) ainda no Castelo de Buda. Veja aqui algumas dicas de gastronomia (e não só) de Budapeste.

Seguimos então o nosso roteiro em Buda, desta vez para conhecer a Igreja Matias. O nome oficial é Igreja de Nossa Senhora, mas é conhecida popularmente por Igreja Matias, pois foi lá que o Rei Matias fora coroado e onde se casou duas vezes. Foi destruída e modificada várias vezes, mas actualmente o estilo neogótico prevalece.

Mas o que mais salta à vista e que ninguém fica indiferente, é o seu telhado com mosaicos super coloridos. As cores que sobressaem no telhado tornam a igreja ainda mais bonita.

É possível conhecer o interior da igreja por 1500 Ft.

Mesmo ali ao lado está a Praça da Santíssima Trindade. No centro foi construída uma estátua para evitar que a peste negra voltasse a atacar. Acaba também por ser um memorial às vítimas da epidemia.

Como ir do aeroporto de Budapeste para o centro

Em frente, situa-se um dos locais mais bonitos de Budapeste, pelo menos para mim: o Bastião dos Pescadores (Halászbástya).

Ao longe parece um autêntico castelo de areia. É de facto muito bonito!

Possui sete torres que homenageiam cada um das sete tribos que fundaram o país. No centro destaca-se a estátua equestre de Estevão I.
O nome do bastião advém do facto de na antiguidade ali situar-se um mercado e um bairro de pescadores. Foi construído com o intuito de defender o Bairro do Castelo, sendo que nunca funcionou como tal.

Deste local, para além dos maravilhosos terraços, consegue-se uma vista incrível de Peste e do Rio Danúbio.

Há uma zona que é paga (1€), se quiser subir mais um pouco. Mas a verdade é que não vi lá quase ninguém.

Descemos as escadas do Bastião, e do lado esquerdo, está o Péter Mansfeld Monument. Consiste numa estátua de um homem a cair de cabeça na calçada. No entanto, é mais do que isso. Representa um húngaro revolucionário, Péter Mansfeld, que com apenas 16 anos lutou pela liberdade na Revolução de 1956 contra os soviéticos. Foi detido pela Polícia Secreta Soviética, torturado, e aos 18 anos de idade foi enforcado.

Actualmente é lembrado como um dos heróis nacionais da Hungria. A estátua está um pouco escondida pelo que quase ninguém ali vai. Pelo menos, quando fui, não estava lá rigorosamente ninguém.

Voltámos a subir a escadaria, desta vez para ver o Budavári Evangélikus Templom (Igreja Evangélica de Budapeste). Passámos pelas ruelas históricas que são um encanto e que oferecem várias opções de restaurantes. Como parecia fechada, vimos apenas o lado de fora. Ali ao lado, situa-se também o Arquivo Nacional da Hungria. Muito bonito, com um telhado todo decorado.

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Nesta zona, localiza-se também a Igreja de Maria Madalena. Não achei nada de extraordinária, parecia até que estava abandonada. Do lado de fora podemos ver algumas estátuas e canhões.

Descendo em direcção ao Rio Danúbio, passámos pelo Portão de Viena (Bécsi kapu), outrora conhecido por Portão do Sábado, pois o mercado era realizado à sua frente, todos os sábados.

Passando o portão, do lado direito, está localizado o Európa Liget (Parque Europa). Trata-se de um pequeno parque onde encontramos árvores típicas de algumas cidades europeias. Em frente às árvores estão placas no chão com o nome de cada cidade dadora.

O próximo destino seria a Igreja de Sant’Anna que se situa às margens do Rio Danúbio. Até lá perdemo-nos algumas vezes pelas ruelas. O que não implica ser algo mau. Acabámos por conhecer um pouco mais do lado Buda.

Chegados finalmente à Igreja de Sant’Anna verificámos que estava fechada. Apenas conseguimos ver por fora. Esta igreja apresenta um estilo barroco italiano e foi reconstruída várias vezes.

Daqui consegue-se uma das melhores vistas do Parlamento Húngaro. Visto do lado de Buda, parece ser ainda maior e mais bonito!

Decidimos então acabar o nosso dia por ir à Ilha Margarita (Margit-Sziget). Fizemos o percurso todo a pé, desde a Igreja de Sant’Anna até à Ilha Margarida, que ainda é um bom bocado. Localiza-se entre Buda e Peste e é um parque e uma das principais áreas de lazer da cidade. O seu nome deve-se à princesa Margit, que passou grande parte da sua vida num antigo convento que ali existia.

Aqui pode-se praticar desporto, passear e relaxar. Existem vários jardins, uma igreja, dois hotéis, termas, um pequeno jardim zoológico e um grande repuxo de água.

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Como estava muito frio nesse dia, não havia quase ninguém no parque. Para além de que não conseguimos perceber realmente a beleza do local pois estava cheio de neve. Deve ser bem mais bonito na Primavera com relva e flores.

Atravessando a ponte, na rua Falk Miksa encontramos a Columbo Statue. É recente e consiste numa estátua de bronze do Tenente Columbo, a personagem que tornou famoso o actor e produtor Peter Falk. O charuto, o casaco amarrotado e o seu cão fiel também estão ali representados.

Após o passeio fomos jantar e regressámos ao Elvis Guesthouse. Durante o dia tinha estado tanto frio que a minha garrafa de água estava quase congelada quando regressei ao hotel 😮

Resumo do 2º dia em Budapeste:

  • Girl with her Dog Statue
  • Little Princess Statue
  • Estátua de Ignac Roskovics
  • Ponte das Correntes
  • Kilometro Zero
  • Castelo de Buda
  • Igreja Matias
  • Praça da Santíssima Trindade
  • Bastião dos Pescadores
  • Péter Mansfeld Monument
  • Budavári Evangélikus Templom
  • Arquivo Nacional da Hungria
  • Igreja de Maria Madalena
  • Portão de Viena
  • Európa Liget
  • Igreja de Sant’Anna
  • Ilha Margarita
  • Columbo Statue



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Espreite aqui o roteiro do  e 3º dia em Budapeste 😉

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