Barcelona Espanha

Roteiro: 2º dia em Barcelona

Roteiro: o que visitar no 2º dia em Barcelona

A parte da manhã do 2º dia em Barcelona fora destinado a conhecer duas bonitas obras de Antonio Gaudí: o Park Güell e a Casa Batlló.



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Começámos então pelo Park Güell! Saímos na estação Vallcarca, na linha 3 do metro (linha verde). Daí seguimos as placas informativas até ao parque. Confesso que não estava preparada para esta parte, já que a maior parte do percurso tem bastante inclinação (a sorte são algumas escadas rolantes para facilitar 😛 ).

O Park Güell é constituído pela zona livre (não paga) e pela zona monumental (paga). Muito honestamente: não se canse a ir até lá senão for para entrar na zona monumental. É aqui que estão as verdadeiras atracções e os bilhetes não são assim tão caros.

Eusebi Güell (o dono) encarregou a Gaudí o projecto de construir uma urbanização para famílias abastadas num grande terreno que tinha adquirido. O tão singular Gaudí empreendeu uma profunda reflexão urbanística para dar forma ao conjunto, embrenhando-se num insólito processo de criação artística. Infelizmente, alguns anos mais tarde do seu início, Güell decidiu paralisar a obra. Quando faleceu, os seus herdeiros ofereceram-no à Autarquia de Barcelona, tal como o podemos ver actualmente.

Já tinha marcado com alguma antecedência a minha visita ao parque, pois tinha lido previamente que os bilhetes costumam esgotar com muita facilidade. Uma vez que o número de visitantes no parque é limitado, o aconselhável é mesmo comprar os bilhetes pela Internet.

Fiz um post detalhado sobre a visita ao Park Güell que o pode ajudar 🙂

Seguimos depois para uma das ruas mais famosas da cidade, o Passeig de Gràcia. Apanhámos novamente o metro e saímos na estação Diagonal. Esta charmosa avenida é muito comparada ao Champs-Élysées, em Paris. Cá entre nós: não consigo dizer qual delas me fascinou mais, são as duas bastante bonitas!

É nesta rua que estão concentradas as lojas mais conceituadas (leia-se caras) de Barcelona. É também no Passeig de Gràcia e nas suas ruas próximas que podemos ver a maioria das casas de arquitectos famosos modernistas, entre eles Gaudí, Puig i Cadafalch e Domènech i Montaner.
As famílias mais abastadas começaram a construir as suas casas nesta zona, competindo entre si para ver quem tinha a casa mais espectacular!

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Ao longo de toda a avenida estão espalhados uns candeeiros muito originais. Foram desenhados pelo artista Pere Falqués e têm uma dupla função: tanto servem para iluminar a rua, como servem de bancos para descansar. São muito elegantes e conferem um charme adicional à rua.

No entanto, o verdadeiro destaque desta rua vai para as casas modernistas ali presentes: a Casa Batlló, La Pedrera (Casa Milá), Casa Amatller e a Casa Lleó Morera.

 

 

É possível visitar o interior de todas, excepto a Casa Lleó Morera que não tem previsão de reabertura. Por mim, visitava todas, mas tive de fazer uma escolha. Dentre as restantes três Casas decidi então visitar a Casa Batlló. E porquê esta escolha? Em primeiro lugar pelo preço. Acho os bilhetes caros e era-me impossível pagar bilhete de entrada em todas elas. E em segundo lugar, depois do que li noutros blogs e pela experiência de amigos, esta pareceu-me a mais interessante.

Eu não me arrependi nada da minha escolha, no entanto, se viajar com o orçamento mais desafogado visite as outras também! Todas merecem o seu destaque.

Eu comprei o bilhete antecipadamente pela Internet, e foi o melhor que fiz. O preço dos bilhetes é ligeiramente mais baixo e perde-se menos tempo nas filas, já que estas tendem a ser grandes.
Veja aqui como é visitar a Casa Batlló, com todas as informações detalhadas 🙂 De facto, este é um local onde ganha a imaginação e o sonho. É incrível!

Após dedicar a manhã a estas belas obras de Gaudí, a barriga já estava a dar sinal e almocei nesta zona.


Ainda havia muito para explorar nesta linda cidade, pelo que apanhei a linha amarela (linha 4) do metro e saí em Barceloneta. La Barceloneta é um dos bairros mais conhecidos da cidade e com uma identidade muito própria. A sua proximidade com o mar fez com que os primeiros habitantes do bairro fossem pescadores. Pouco a pouco foram construídas casas e esta zona foi evoluindo. Actualmente é um dos locais mais visitados por turistas devido ao seu extenso areal e águas calmas, que se tornam um paraíso para fazer praia e descansar.

Começámos pela zona da marinha, onde podemos ver barcos de todos os tamanhos, formas e feitios. Um até tinha um helicóptero 😮

Ao longo de todo o percurso estão vendedores a impingir-nos tudo e mais alguma coisa. Chega até a ser incomodativo. No entanto, os souvenirs por exemplo, são mais baratos aqui que na maioria das lojas. Pode aproveitar e fazer as suas compras.

Demos então uma voltinha pela zona, mas o que nos apetecia mesmo era saltar directos para o mar. Infelizmente, os três dias que tínhamos para conhecer Barcelona não eram suficientes para ficarmos ali escarrapachados. E não, não foi por falta de vontade.

Também as esplanadas dos cafés à beira-mar se tornam um alvo fácil para os turistas. São super bem arranjadinhas e apetecíveis para uma tarde de sol, boa bebida, boa música e conversa a tarde toda. Combinação perfeita!

Após descansar um bocadinho e apreciar a vista estava na hora de seguir o nosso roteiro e aventurarmo-nos pela montanha. Já reparou como Barcelona consegue ser tão diversificada? No mesmo dia conseguimos estar no centro da cidade e no meio da confusão; no momento seguinte estamos a relaxar num extenso areal banhado por águas calmas; e no momento seguinte podemos estar a respirar fundo no topo da montanha e rodeados pela natureza. São estes detalhes que fazem de Barcelona uma cidade ainda mais incrível e super diversificada!

Seguimos então até ao Parque de Montjüic. A melhor maneira de visitar o parque é começar no topo da montanha e ir descendo até à base (a descer todos os santos ajudam 😛 ). Existem diversas formas de lá chegar: autocarro, teleférico ou a pé.

Da estação de metro Paral-lel (linha 2 ou linha verde) pode apanhar o funicular de Montjüic. Este é um bilhete integrado, isto é, se chegar de metro não é preciso pagar bilhete para subir de funicular. Se não for o caso, este tem um custo de um bilhete normal de metro. O processo é bastante intuitivo e tem várias placas a indicar o caminho até ao funicular. Inclusive há um mostrador digital a indicar o tempo que falta para sair da estação.

Daqui há então três formas de subir ao topo. Pode apanhar o autocarro 150 que fica logo à saída da estação, pode subir a pé ou apanhar o teleférico. Esta última é a opção mais cara (8,40€ ida ou 12,70€ ida e volta). Pode consultar aqui os preços e horários actualizados. Como não gosto muito de alturas, esta opção ficou logo de lado!
Eu optei por subir tudo a pé, mas se soubesse o que sei hoje tinha ida de autocarro 😛 A subida é íngreme e com calor tornou tudo um pouco mais complicado.

Chegada lá em cima é hora de descansar um pouco, respirar fundo e aproveitar a vista maravilhosa da cidade! Até porque ainda há muito para ver.

No topo da montanha encontra-se o Castell de Montjüic. Este foi ocupado pelos franceses para defender a Catalunya das tropas espanholas. Aqui, muitos políticos foram presos e houve imensas guerras e execuções. É um local carregado de história.

A bilhete de entrada custa 5€. Eu decidi ver apenas por fora, até porque já tinha lido que o seu interior não é assim tão interessante. Fiquei apenas a contemplar a vista e apreciar os contornos da cidade. E que bela vista!

Um pouco mais abaixo encontramos o Monument a la Sardana. Trata-se de uma obra do escultor José Cañas que homenageia a dança tradicional de Barcelona.

Passámos ainda pelo Jardim de Joan Brossag que é um óptimo local para crianças e cheio de actividades lúdicas.

O próximo destino seria então a Fundació Joan Miró. Este é um museu inteiramente dedicado à vida e obra de Joan Miró, um dos mais importantes artistas catalães do surrealismo, e que conta com centenas de pinturas e esculturas. Por falta de tempo, vi apenas por fora. Mas se for do seu interesse visitar o museu, consulte aqui os horários e preços actualizados.

Descendo mais um pouco vamos dar a um dos mais emblemáticos símbolos de Barcelona: o Palau Nacional (Palácio Nacional), hoje sede do Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC).

O museu reúne imensas esculturas, pinturas, artes decorativas, entre outras, e é um dos mais ricos do Mundo. Conta com obras de arte de génios mundiais, como por exemplo Gaudí, Dalí ou Picasso.

Trata-se de um edifício imponente, inspirado no Renascimento e tem uma superfície de 32.000 metros quadrados. Impossível não reparar! De lá consegue-se também um bonita vista sobre parte da cidade. Alvo de milhares de fotografias por dia, este local é um dos mais visitados em Barcelona!

Em frente situam-se várias fontes e pequenos jardins que dão um charme único ao local. Uma coisa que achei bastante piada foi o facto de haver escadas rolantes ao ar livre para facilitar a subida/descida para o Museu.

Por falta de tempo e por não ser propriamente amante de museus não visitei o seu interior. Ainda assim fique a saber que é possível visitar o museu de Terça-feira a Domingo e o valor da entrada é de 12€. Aos sábados, a partir das 15h, o bilhete é gratuito tal como todos os primeiros Domingos de cada mês. Antes de ir, consulte os horários e preços actualizados no site oficial.

Se for com mais tempo, o aconselhável é dedicar um dia inteiro a Montjüic já que é uma zona bastante grande e com várias atracções. Eu não consegui ver todas (escolhi as mais imprescindíveis para mim), mas é ainda possível visitar o Jardim Botânico, o Museu d’Arqueologia de Catalunya, o Museu Olímpic i de l’Esport, o Passeig de la Fama, entre outros.

Perto do MNAC situa-se ainda uma das praças mais emblemáticas da cidade. Falo portanto da Plaça Espanya. Esta é um ponto de convergência de grandes e importantes avenidas de Barcelona.

No centro da praça está uma imponente fonte monumental e é uma alegoria aos rios e mares de Espanha.

Ali perto encontra-se ainda duas grandes torres, as Torres Venecianas. Estas apresentam uma clara influência da torre da praça de São Marcos, em Veneza.

Também na praça situa-se um shopping um pouco diferente dos demais. O Centro Comercial Arenas de Barcelona ocupa a antiga Plaza de Toros de las Arenas que estava abandonada, e após várias obras tornou-se num bonito centro comercial.

Para além das muitas lojas ali presentes, o maior destaque do centro comercial vai para o seu terraço, que oferece uma vista de 360º sobre esta zona da cidade.

Como já eram horas de jantar, comemos qualquer coisa no shopping para depois voltar ao Museu Nacional d’Art de Catalunya. E porquê voltar? Não estava tudo visto? Não, na verdade não. Após o sol se pôr acontece um verdadeiro espectáculo na Font Màgica. Falo do espectáculo de luz e música, coordenados com o movimento dos jactos de água, que acontece nessa fonte.

O movimento da água que alterna com a música e com as cores, cria um ambiente mágico e fazem as delícias dos turistas.

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O espectáculo é gratuito, o que explica em parte a multidão no local. E quando falo em multidão falo mesmo em não haver um bocadinho de chão para nos sentarmos. As escadarias são ocupadas por turistas, mesmo até ao MNAC para ver o show. O meu conselho é que chegue cedo para apanhar um bom lugar e assim desfrutar ainda mais!

Antes de ir, consulte aqui os horários actualizados da Font Màgica. O espectáculo não acontece todos os dias e varia conforme os meses. Esteja atento, pois é uma atracção imperdível na cidade!

O 2º dia em Barcelona chegara assim ao fim! Muito cansados, com os pés a latejar, mas incrivelmente felizes 🙂

Resumo do dia:

  • Park Güell
  • Passeig de Gràcia
  • Casa Batlló
  • La Barceloneta
  • Parque de Montjüic – Castell de Montjüic, Monument a la Sardana, Jardim de Joan Brossag, Fundació Joan Miró, Museu Nacional d’Art de Catalunya, Font Màgica
  • Plaça Espanya
  • Centro Comercial Arenas de Barcelona
Consulte aqui o roteiro completo do e 3º dia em Barcelona 🙂

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