Hungria

Roteiro: 1º dia em Budapeste

Roteiro: o que visitar no 1º dia em Budapeste

Começámos o 1º dia em Budapeste bem cedo. Tínhamos chegado na véspera, e a ânsia por desbravar esta cidade era enorme.
Saímos portanto do Elvis Guesthouse e apanhámos a linha 2 (vermelha) do metro em direcção a Déli pályaudvar. Saímos em Deák Ference tér, a estação central que cruza com várias linhas.



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Seguimos então em direcção à Basílica de Santo Estevão (Szent István-bazilika). Esta é uma basílica enorme, onde no seu interior podemos encontrar uma das relíquias mais importantes: a mão direita do primeiro rei da Hungria, Estevão I, mumificada numa caixa de vidro. Este é provavelmente o ponto alto da visita. A entrada na basílica é gratuita e o seu interior é bastante bonito.

Há a possibilidade de subir até ao topo da basílica e ter uma vista de 360º. Eu optei por não ir, pois o tempo estava fosco. ☹

O horário da visita é: de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 16:00 horas; sábados, das 9:00 às 13:00 horas e domingos, das 13:00 às 16.00 horas.

Curiosidade: Em frente à basílica há uma gelataria muito famosa, a Gelarto Rosa. O gelado em cima do cone tem a forma de uma rosa. Provavelmente é daí que vem o seu nome.

Em frente à basílica, andando alguns metros, vamos encontrar a Estátua do Polícia Gordo (Zryinyi Utca). Reza a lenda que se colocar a mão na sua barriga terá sorte na vida. Superstições à parte, não custa tentar 😉

Desta feita, fomos em direcção ao Parque Szabadság tér. À entrada do parque encontramos o Memorial to the Victims of the German Invasion, um memorial dedicado às vítimas da invasão alemã.

É possível vermos alguns objectos ali, como malas, sapatos, fotografias e relatos pessoais. É de facto um local arrepiante e onde podemos até ver algumas pessoas emocionadas.

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Ainda no parque, está presente a Praça da Liberdade (Liberty Square). No centro, há um obelisco com uma estrela de cinco pontas no topo em homenagem aos soldados soviéticos mortos durante a libertação da Hungria do domínio nazista na Segunda Guerra Mundial. Uma estátua “agri-doce” e que nem todos concordam com a sua presença ali, uma vez que, anos mais tarde, a Hungria passou a pertencer aos soviéticos comunistas. Assim sendo o exército soviético passou de libertador a opressor do povo húngaro.

Saindo do parque vamos encontrar duas estátuas: a Estátua de Ronald Reagan (ex-presidente dos EUA e um símbolo da luta contra o comunismo soviético) e mais à frente, a Estátua de Imre Nagy.

Imre Nagy foi o primeiro ministro da Hungria que lutou contra o domínio soviético e foi um dos símbolos da Revolução de 1956. A estátua encontra-se em cima de uma ponte com um piso super irregular e escorregadio. A ponte e o seu piso simbolizam a passagem de um árduo caminho entre a ditadura e a liberdade. Nagy não viu o seu maior desejo ser concretizado, ficando a meio do percurso.

Alguns metros à frente, chegamos ao cartão postal da cidade: o Parlamento Húngaro. Ali, à nossa frente, o imponente, majestoso, soberbo! Faltam-me as palavras. Uma verdadeira obra de arte situada nas margens do Rio Danúbio.

O parlamento foi a maior construção realizada na época, contando com 691 salas e tem 268 metros de comprimento e 118 metros de largura. É aqui que os membros do Parlamento Húngaro e sua equipa trabalham.

Espreite aqui o roteiro do  e 3º dia em Budapeste

Seja de que ângulo for, o edifício é surpreendente pelos seus detalhes. Infelizmente, não fiz a visita ao seu interior, mas é possível fazer visitas guiadas em vários idiomas. Os tours são bastante concorridos, e os bilhetes esgotam facilmente, pelo que é recomendável comprar os bilhetes antecipadamente pela internet. O site oficial para realizar a compra é o Jegymester. Há vários horários para diferentes idiomas, sendo que o preço dos bilhetes varia para cidadãos não pertencentes à União Europeia.

Localizado à beira do Danúbio, perto do Parlamento Húngaro, vamos encontrar o Shoes on the Danube Bank (sapatos no Danúbio, em português). Consiste numa linha de vários sapatos de estilo antigo, masculinos, femininos e infantis, esculpidos em ferro, que simbolizam os judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial.

Antes de serem fuzilados pelas costas, à beira do Danúbio, os judeus eram obrigados a despirem-se e a tirarem os sapatos. Naquela época, os sapatos representavam um bem precioso. Os seus corpos caíam ao rio e eram levados pela corrente. A justificação para tal acto macabro, era de que os corpos deviam ser “lavados” após a morte.

Para mim, é um dos memoriais aos judeus mortos na Segunda Guerra Mundial mais tocantes. E é habitual encontrarmos ali flores, ou até pessoas visivelmente emocionadas.

Ali perto, do outro lado da estrada, podemos encontrar a Estátua de Attila József. Attila József foi um escritor húngaro do século XX, que escrevia sobretudo sobre as classes mais humildes.

A estátua representa um homem sentado nas escadas, a segurar o seu chapéu e o seu casaco pousado nas escadas. Parece cansado, abatido.

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Chegara a hora do almoço e decidimos almoçar na Váci u. Uma rua muito conhecida onde se situam várias lojas de nomes conhecidos, restaurantes típicos e o famoso Hard Rock Cafe Budapest. Após o almoço não resisti a ir visitar o seu interior, claro. Com o bom gosto que lhes é característico, não ficou aquém das minhas expectativas.

Seguimos então o nosso passeio, desta vez até à Opera Nacional da Hungria. Estava em remodelação, o que não deu para ver na totalidade. A Opera tem capacidade para mais de 1200 pessoas e foi financiada na grande maioria pelo imperador austríaco Francisco José I, que exigiu que a Opera de Budapeste não fosse maior do que a de Viena. A parte exterior está decorada com esculturas de compositores e músicos famosos.

Nós optámos por não visitar o interior, mas pode fazer uma visita guiada que dura cerca de uma hora, e vê desde os camarotes até ao palco. A visita guiada custa 2990 Ft. Se gostar de ópera, pode também optar por comprar bilhete para um espectáculo.

Daqui, seguimos pela Avenida Andrássy. É uma rua comprida, considerada uma das mais chiques da cidade, e onde se localizam as lojas mais caras.

O final da avenida vai dar à Praça dos Heróis (Hősök tere). Esta é uma das praças mais importantes da cidade e possui várias esculturas que homenageiam os líderes da Nação. No centro da praça, há uma coluna com a imagem do arcanjo Gabriel no topo. Consegui ver a praça de dia e de noite, e é realmente muito bonita.

Atrás da coluna, num semicírculo, aparecem outras estátuas de várias pessoas importantes. Entre elas, por exemplo, podemos ver a de Könyves Kálmán, Béla IV, Nagy Lajos (reis húngaros), Lajos Kossuth, Hunyadi Mátyás, entre outros.

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De um lado da praça encontramos também o Museu de Belas Artes e do outro lado o Palácio da Arte.

Atrás da praça está o magnífico Parque da Cidade (Városliget), uma das áreas verdes mais importantes da capital. Como já estava a anoitecer, foi para lá que seguimos. O parque tem tantas atracções que nem sabíamos por onde começar.

No parque, existe um lago artificial que no Inverno congela e as pessoas se divertem a fazer patinagem no gelo.


À sua beira está o magnífico e romântico Castelo de Vajdahunyad. Inicialmente, foi construído em madeira para as comemorações dos 1000 anos da Hungria. O castelo era para ser temporário, mas a população gostou tanto dele, que foi reconstruído em pedra. A inspiração para a sua construção foi o castelo de Hunyad na Transilvânia, que até então fazia parte da Hungria.

O Castelo Vajdahunyad abriga há muitos anos o Museu da Agricultura da Hungria, que está aberto de Terça a Domingo. A entrada no museu tem um custo de 550 Ft. Quando eu fui já estava encerrado 🙁

O parque possui várias estátuas, mas a que se destaca mais é a Estátua do Escritor Anónimo (Anonymus). A estátua representa o autor do primeiro relato escrito da história do povo húngaro, cujo nome é desconhecido.

Reza a lenda que se tocar na caneta da estátua traz sorte e nos tornaremos uns óptimos escritores. Eu achei a estátua tão sinistra, que tive até medo de me aproximar 😛 Se repararmos bem, parece até que a estátua não tem olhos. É assustadora, portanto!

Veja aqui como ir do aeroporto de Budapeste para o centro

Nesta zona vimos uma pub-bicicleta que abriga várias pessoas que vão pedalando e bebendo cerveja à volta do parque, com música alta. Um momento de diversão que faz as delícias dos locais, mas principalmente dos turistas. Não é todos os dias que fazemos exercício ao mesmo tempo que bebemos cerveja. 😛

Demos então um pequeno passeio pelo parque, mas o frio e o manto de neve não permitiram que fosse durante muito tempo. Aqui há também um parque de diversões, o Jardim Zoológico, o Jardim Botânico e as famosas Termas Széchenyi.

Após todas estas visitas seria o momento tão aguardado do dia. Iríamos portanto às Termas Széchenyi. Depois de um dia tão longo, é um óptimo local para relaxar e usufruir desta cidade maravilhosa. Veja aqui a minha experiências nas Termas Széchenyi, onde explico tudo detalhadamente.

Já com as energias repostas e bem mais relaxados fomos jantar e seguimos para o nosso alojamento, Elvis Guesthouse. O 1º dia em Budapeste fora repleto de emoções e ainda havia tanto por descobrir 🙂

Resumo do 1º dia em Budapeste:

  • Basílica de Santo Estevão
  • Estátua do Polícia Gordo
  • Memorial to the Victims of the German Invasion
  • Praça da Liberdade
  • Estátua de Ronald Reagan
  • Estátua de Imre Nagy
  • Parlamento Húngaro
  • Shoes on the Danube Bank
  • Estátua de Attila József
  • Hard Rock Cafe Budapest
  • Opera Nacional da Hungria
  • Avenida Andrássy
  • Praça dos Heróis
  • Parque da Cidade
  • Castelo de Vajdahunyad
  • Estátua do Escritor Anónimo
  • Termas Széchenyi
Espreite aqui o roteiro do  e 3º dia em Budapeste 😉

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