Portugal

Berlengas, um paraíso aqui ao lado!

Vamos descobrir as Berlengas?

Já tinha ouvido falar imensas vezes que quem vai à Ilha das Berlengas não se arrepende. É um dos paraísos selvagens que temos em Portugal e merece ser visitado por todos nós.

O arquipélago das Berlengas é composto por três ilhas, Berlenga Grande, Farilhões e Estelas, e situa-se a cerca de seis milhas a oeste do Cabo Carvoeiro. A Berlenga Grande, principal ilha, foi a primeira área protegida de Portugal, em que o Rei Afonso V proibiu a prática de caça.

Como não gosto nada de conhecer novos locais e ir à descoberta, tinha de comprovar com os meus próprios olhos o que as pessoas dizem 😛

Decidimos passar um fim-de-semana em Peniche e ficámos alojados no Hotel Rural A Coutada, em Atouguia da Baleia.



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Chegámos à Marina de Peniche por volta das 9h30, onde existem barcos de várias empresas para fazer a travessia.

Sabia que o estacionamento na Marina de Peniche é pago? Ter lá o carro um dia todo ainda sai caro. Então, como ainda tínhamos tempo fomos tentar arranjar estacionamento. Subindo a rua, a cerca de 300m, do seu lado direito encontra um parque de estacionamento não pago. É ideal para quem não quer pagar parqueamento e não é nada longe.

Comprámos os bilhetes no local de embarque, pela empresa Viamar. O bilhete ida e volta de adulto é 20€ e os horários mudam de acordo com os meses. Consulte aqui toda a informação.

A Viagem

A embarcação tem dois andares, a parte de baixa fechada com janelas para o exterior, e a parte de cima descoberta. Aquando a entrada no barco, um dos tripulantes aconselhou-nos a viajar na parte de baixo, pois o mar estava bastante agitado e corríamos o risco de ficarmos todos molhados. A maioria das pessoas foi lá em baixo, mas alguns aventureiros seguiram na mesma em cima, e de facto, quando saíram do barco estavam completamente encharcados.

Na parte de baixo existem três fileiras de assentos, duas junto às janelas e uma no meio. Um outro conselho que nos deram foi não ir junto às janelas, ir na fileira do meio, um pouco mais atrás e ocupar os lugar do meio para não sentir tanta turbulência. Não valeu de muito. Antes de seguirmos viagem, os tripulantes começaram a distribuir sacos pretos para quem vomitasse. Já me tinham dito que a viagem não era muito fácil de se fazer, mas nunca imaginei tal cenário. Não se avizinhava ser a melhor viagem de sempre, mas tentava abstrai-me com o programa de televisão que estava a passar na altura. No início era uma diversão: todos a gritar, super contentes, parecia que íamos numa montanha russa. Passados 15 minutos o cenário mudou completamente e só pedíamos que aquela viagem terminasse o mais rapidamente possível.

No entanto, a viagem ainda dura cerca de 45 minutos, que com toda aquela agitação parecia uma vida. Apesar de todo o balanço, o barco aguentou-se bem. Ao contrário de mim e de mais 50% dos passageiros que deitaram o pequeno-almoço cá para fora.

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Finalmente chegámos ao destino. Pálidos é certo, mas queríamos muito partir à descoberta. Levámos cerca de 10 minutos para nos recompor desta aventura, pois nem o estômago nem nós íamos preparados para isto. Já com o pé em terra e a respirar todo aquele ar puro, olhámos em volta e “uauuu, que bonito!”.

Começámos a subir e avistámos no cimo da ilha o Farol Duque de Bragança.

Forte de São João Baptista

Seguimos o trilho que nos levaria ao Forte de São João Baptista. O forte tem o formato de um polígono heptagonal irregular e o principal objectivo desta construção era proteger a ilha do ataque de piratas ou de exércitos provenientes de outros países.

Agora funciona como alojamento. Na ilha pode também acampar na área de campismo, uma opção que atrai muitos jovens.

Existem alguns restaurante e mini-mercados na ilha, no entanto optámos por levar a nossa própria refeição. Quase íamos sendo devorados pelas gaivotas, um momento hilariante até para quem passava!

As Berlengas são muito ricas em fauna e flora e pode passear pelos trilhos, podendo observar de perto as gaivotas e as suas crias. Pode também visitar as grutas, mas esta aventura terá de ficar para depois.

A ilha possui uma pequena área de areia banhada por águas transparentes e esverdeadas que dá uma vontade enorme de mergulhar.

A viagem de regresso foi mais tranquila, pois vamos a favor da ondulação, pelo que a viagem também é mais curta.

Apesar das viagens serem um tormento (pelo menos para mim) aconselho vivamente a descobrirem este paraíso 😀


Dicas

– Leve roupa e calçado confortável.

– Na ilha o multibanco e ATM não funcionam, portanto levante dinheiro antes de ir.

– Rede de telemóvel praticamente não há.

– Use sempre protector solar, mesmo em dias com nebulosidade, visto tratar-se de um micro clima.

– Se enjoa com frequência, recomendo a toma de um comprimido anti-enjoo antes das viagens.

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